domingo, 30 de novembro de 2014

Jacó - Como Deus prepara os escolhidos

No transcurso da história do Andarilho do Espelho, no QUARTO ESPELHO, surgem, ao final, fls.87, Abraão, Isaque e Esaú... dentro do contexto daquela história, pois há o sobrenatural conduzindo o personagem até o seu destino.

Boa parte da minha vida tenho ouvido que Deus não escolhe os preparados, mas prepara os escolhidos. Isso, eu entendo, não como uma regra geral. Na Bíblia você encontra exemplos de homens preparados que foram escolhidos por Deus para um determinado objetivo, porém, com Jacó foi diferente.

Numa época em que ser primogênito garantia uma parte dobrada na herança (Deuteronomio 21,17) podemos imaginar como Jacó ficou desesperado por receber a benção de seu pai, Isaque, antes de seu irmão, Esaú, este o verdadeiro primogênito.

O desespero de Jacó deu-se porque sua mãe Rebeca, ainda grávida, teve revelado pelo Senhor "duas nações estão representadas em seu ventre, já desde as tuas entranhas dois povos buscam a separação, e viverão como inimigos. Um povo será mais forte que o outro, e o mais velho servirá ao mais novo"(Genesis, 25, 23).

A Bíblia não revela se Rebeca liberou essa informação tanto para seu marido Isaque, ou para seu filho preferido, Jacó. O fato é que sempre que pode, Jacó aproveitou-se para apoderar-se dos direitos da primogenitura do irmão, seja ao trocar por um ensopado, seja para, no leito de morte de seu pai, passar-se por Esaú e roubar-lhe a benção. 

E lembremos, a benção dada por um homem  moribundo não pode ser invalidada (Gênesis 49 e Deuteronomio, 29).

Se nos atermos ao texto bíblico, identificaremos o caráter de Isaque (pai), Esaú e Jacó, da seguinte forma.

  • Isaque era tolerante, paciente
  • Esaú considerado profano, porque desconsiderou o caráter sagrado da primogenitura e da benção repassada por Abraão a Isaque e que lhe seria passada
  • Jaco declarado trapaceiro pois enganou seu pai Isaque para obter a benção



Como usurpou a benção do seu irmão, Jaco foi aconselhado por sua mãe, Rebeca a partir para a Mesopotâmia, mas antes mesmo de fugir, foi abençoado por Isaque e seguiu em direção a outras terras, onde foi enganado pelo seu tio e sogro Labão.

Se Deus já havia avisado Rebeca dessa relação de poder do filho mais jovem sobre o mais velho, então o que Jaco fez foi por meios escusos, cumprir o seu destino.



A transformação de Jaco
O primeiro encontro com Deus



Em sua rota de fuga, Jaco adormeceu em uma localidade e teve um sonho no qual viu uma escada apoiada na terra, seu topo alcançava os céus, e os anjos de Deus subiam e desciam por ela (Gênesis, 28,12)

Deus apresentou-se a jaco, como Deus de Abraão e de Isaque e prometeu-lhe a posse da terra em que dormia, e a sua descendência. jaco acordou do sono, mas fez um voto, quase que um desafio a Deus. Se Deus estiver comigo e me guardar no caminho por onde eu andar, cuidar de mim,provendo-me pão para comer e roupas para vestir, seu eu voltar são e salvo para a casa de me pai, então Yahweh sera meu Deus...(Genesis, 28,20)

Aqui, aparentemente, vislumbra-se uma certa desconfiança de Jacó, em relação a Deus que se fez presente. Jacó não o reconhecera, e o desafiou, faltava-lhe, ainda, a fé.

Esse encontro não foi suficiente para Jacó mudar suas atitudes. Não houve transformação.


O segundo encontro de Jaco com Deus


Após seu encontro com Esaú, Jacó , a noite, fez passarem pelo rio Jaboque suas duas esposas, suas duas concubinas e seus onze filhos , fincando espontaneamente para trás de seu grupo. Nesse momento, ainda noite, foi atacado por um homem e e durante a luta jaco foi atingido na articulação de sua coxa. Para liberar seu oponente jaco exigiu lhe fosse dada uma benção, e assim ocorreu. Deus abençoou Jaco e sua descendência e mudou seu nome para Israel.

Jacó (Israel) chamou aquele lugar de Peniel (face de Deus - porquanto afirmou ter visto a face de Deus).



Lições que podemos aprender com a historia de transformação de Jacó



  1. Deus tem um plano para cada um de nós,
  2. Deus prepara os escolhidos, assim como escolhe os preparados, como no caso de Aarão que auxilou Moisés, usando de sua retórica junto ao Faraó. Então, não se preocupe, o auxilio virá,
  3. O tempo de os propósitos Dele serem satisfeitos, não é o mesmo que o nosso. Usar de meios escusos para cumprir os desígnios de Deus só fará o seu percurso até a benção se tornar mais longo,
  4. Deus está sempre presente, seja nos momentos calmos, como nas atribulações, nós é que não o reconhecemos Duvidamos de sua presença,
  5. A verdadeira benção necessita de transformação individual. Esforcemo-nos para identificar o que nos afasta de Deus e renunciemos a isso,















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