OS ANCESTRAIS
1. Heráclito:
"A duração de uma geração é de trinta anos, espaço de tempo no qual o pai
vê seu filho capaz de engendrar.”
2. Bíblia Sagrada: ”... a Bíblia determina o período de 40 anos como correspondendo a duração de uma geração.
2. Bíblia Sagrada: ”... a Bíblia determina o período de 40 anos como correspondendo a duração de uma geração.
Assim, existem
formas variadas, mas próximas de evidenciara sucessão de uma geração para
outra.
Quando falamos de ancestrais, exsurgem algumas idéias: a de que há muito tempo alguém nos antecedeu e pode ter deixado alguma lição de vida; a de que podemos estar seguindo ou não os mesmos princípios ou exemplos dos antepassados o que pode ser bom ou mal para a nossa vida; a de que estamos traindo os ideais dos que vieram antes de nós e isso nos causaria uma certa vergonha ao temermos ser comparados; a de que estamos ou necessitamos viver à sobra das realizações dos ancestrais... talvez caibam aqui outras situações.
De fato, quando falamos do passado temos que manter uma distância segura para poder contemplar o que pode nos afetar de forma positiva ou nos prejudicar.
Li, recentemente, que o homem criou a sociedade para proteger-se da natureza que o amedrontava no início dos tempos e, criou o direito para proteger-se do próprio homem. Assim, tudo é questão de contexto.
Tanto no contexto familiar quanto no corporativo, ao analisarmos os "ancestrais" devemos ter consciência de que eles agiram como podiam, dentro dos seus limites. Se os resultados foram positivos ou não isso cabe ao contexto. Não espere respostas racionais num universo quântico.
Espera-se que os que sucedem sejam melhores que os antecessores. Sabemos que não é bem assim. Portanto no "jogo da sucessão" o que vale é a distância, mesmo que por admiração dos exemplos dos que nos antecederam, mas a adoção de um movimento particular, contextualizado, personalizado onde caiba mais de nós do que a sobra do passado.