sábado, 8 de junho de 2013

A Síndrome da Impossibilidade

Demorei um pouco mais para comentar sobre esse tema, mas creio que nada acontece sem um bom motivo.

Quem entre nós já não afirmou: "eu não consigo realizar isso...eu não posso fazer aquilo...jamais alcançarei esse objetivo..." entre tantas outras afirmações que  na verdade fecham portas para oportunidades que podem se revelar em nossos caminhos ?

Aqui em Londrina-PR, fala-se muito dos "Pioneiros", verdadeiros desbravadores, conquistadores de uma terra nova, formadores de uma região. O que aconteceu, então, conosco ? Ao longo do tempo nos acovardamos ?

Na verdade, entendo que sucumbimos a uma nova "doença social": Síndrome da Impossibilidade. Não acreditamos ou  não queremos mais acreditar em nossos sonhos e deixamos que outros os assumam, e muitas vezes são pessoas sema mínima ética ou respeito que os assumem em nosso lugar.

Sim. Da mesma forma que somos levados a crer que sem pobreza ou miséria não temos um projeto de vida, que sem doença a sociedade não sobrevive. Como ? Ora, basta aguardarmos o ano das eleições e vermos que não há discurso que não traga em seu palanque a pobreza humana para justificar uma votação maciça em um novo "Salvador da Pátria".

Preferimos uma sociedade que ofereça assistencialismo, a uma sociedade com soluções definitivas...ou vocês acham que Vale-(isso), Bolsa-(aquilo), vão interferir na sua renda familiar definitivamente, vão se transformar em um "salário social" ...cuidado. Prefira vagas de trabalho, oportunidades de emprego e ascensão profissional. 

 Sim sucumbimos, e aceitamos mais essa doença social, uma Síndrome que aos poucos foi sendo criada nos "currais eleitorais" porque aceitam,a posição de "coitados" e de "humilhados" deixando nossa postura de "Pioneiros" e assumindo a de "escravos".

No livro "O Andarilho do Espelho" isso fica bem clara a ideia de que a ignorância é a prisão imposta ao homem contemporâneo e que desencadeia a expansão da Síndrome da Impossibilidade, como nesse trecho:.

"-Filho, observe as sementes que trago em minhas mãos. Elas não germinarão enquanto eu não plantar e cuidar delas. Assim é o homem. Enquanto não esclarecido, ele fica preso pela "casca da ignorância" e se julga fraco sem saber a razão. Muitas vezes isso acontece porque o governante, o patrão, o pai e até mesmo o irmão, não regam essa "semente" com o conhecimento e a sabedoria e acabam, também, impedindo que a "luz do sol" se propague e proteja..."

É para ler....e refletir.

sexta-feira, 8 de março de 2013


OS ANCESTRAIS

Alguém sabe a quanto tempo corresponde uma geração? Qualquer fase necessária para manter a sobrevivência de uma espécie ; uma etapa da descendência natural deve ser seguida por outra. Por exemplo, os pais representam uma geração, os filhos representam a geração seguinte. Considera-se como período de tempo de cada geração humana cerca de 25 anos.
1. Heráclito: "A duração de uma geração é de trinta anos, espaço de tempo no qual o pai vê seu filho capaz de engendrar.”

2. Bíblia Sagrada: ”... a Bíblia determina o período de 40 anos como correspondendo a duração de uma geração.


Assim, existem formas variadas, mas próximas de evidenciara sucessão de uma geração para outra.

Quando falamos de ancestrais, exsurgem algumas idéias: a de que há muito tempo alguém nos antecedeu e pode ter deixado alguma lição de vida; a de que podemos estar seguindo ou não  os mesmos princípios ou exemplos dos antepassados o que pode ser bom ou mal para a nossa vida; a de que estamos traindo os ideais dos que vieram antes de nós e isso nos causaria uma certa vergonha ao temermos ser comparados; a de que estamos ou necessitamos viver à sobra das realizações dos ancestrais... talvez caibam aqui outras situações.


De fato, quando falamos do passado temos que manter uma distância segura para poder contemplar o que pode nos afetar de forma positiva ou nos prejudicar.

Li, recentemente, que o homem criou a sociedade para proteger-se da natureza que o amedrontava no início dos tempos e, criou o direito para proteger-se do próprio homem. Assim, tudo é questão de contexto.

Tanto no contexto familiar quanto no corporativo, ao analisarmos os "ancestrais" devemos ter consciência de que eles agiram como podiam, dentro dos seus limites. Se os resultados foram positivos ou não isso cabe ao contexto. Não espere respostas racionais num universo quântico.

Espera-se que os que sucedem sejam melhores que os antecessores. Sabemos que não é bem assim. Portanto no "jogo da sucessão" o que vale é a distância, mesmo que por admiração dos exemplos dos que nos antecederam, mas a adoção de um movimento particular, contextualizado, personalizado onde caiba mais de nós do que a sobra do passado.



terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Anjos da Guarda e o Andarilho...

Questionaram-me a respeito do Anjo da Guarda que surge no livro. Quando imagino-o remeto-me a imagem que vemos em centenas de cartazes há décadas: uma figura humana com asas protegendo duas crianças que brincam com uma bola à beira de um rio...Cada crença tem uma forma de interpretar a figura angelical.

Acredito serem eles seres especiais e destinados a nos acompanhar mas jamais destinados a interromper nossas decisões.

Se Deus criou o homem concedendo-lhe o livre arbítrio, para decidir o que deseja fazer, ao Anjo da Guarda não está destinado impedir esse ato consciente. Esse é o limite do poder dos Anjos, o livre arbítrio dos humanos.

Mas existe algo mais.

Tal qual a figura que descrevi no início, se as crianças correrem atrás da bola e num ato inconsciente  estiverem correndo o risco iminente de se acidentar no rio, o Anjo os salvará, se assim for desejo do Criador, este último elemento que se acrescido à "formula da função angelical" a torna perfeita no plano do Divino, basta lembramos de Jó, na Bíblia.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O Perdão e a Misericórdia como fios condutores do "Andarilho ...

Há quem acredite que a dor é um caminho para a melhora do indivíduo. No "Andarilho... professo a ideia do  Perdão Humano  e da Misericórdia Divina como fio condutor para aqueles que se perderam em suas falhas no curso dessa existência.

Não fomos esquecidos e nossos erros e o tempo não apaga de nossa memória o que fizemos nem o que sofremos. Podemos ressignificar o que ocorreu para não sofremos tanto.

Se não fomos esquecidos, muito menos restamos abandonados. O Criador nos colocou as experiências diárias, aí é que entram os temas abordados isoladamente no "Andarilho..., para que possamos num gesto de humildade aproveitar a oportunidade dessa Misericórdia Divina e exercitarmos o Perdão e também pedirmos Perdão.

Ainda há tempo...todos os dias essa Misericórdia se apresenta...cabe a cada um de nós perceber e aproveitar.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Para evitar uma obra póstuma ...

Se Deus nos concedeu talentos, é porque nos atrevemos a nos comprometer com o Criador. "Eu posso", dissemos. "Então vos concedo", Ele disse.

Em 2010 tive um acidente de trabalho e me afastei por 6 (seis) meses do trabalho. Pensei que nada poderia voltar ao que era. Acertei.

Ao mesmo tempo em que sabia que tudo jamais voltaria ao estado em que se encontrava antes do meu afastamento, também me propus a resgatar o que deixei para trás, sob pena de perder tudo o que eu compreendia como sendo o meu eu.

Seria mais fácil desistir, mas encontrei no caminho amigos, que deixo de nominar pois o espírito dessas pessoas transcende ao seu nome, ultrapassam seu corpo físico e se tornam moral entre as criaturas, um conceito devastado pela falsa civilização que construímos.

O livro "O Andarilho do Espelho" é um resgate de uma parte minha que ficou dormitando em 1991, mas não ficou obsoleta. Cresceu comigo e com meus filhos.

Hoje creio que a transformação virá. Vaticino diariamente que embora algo tenha morrido e 2010, algo muito melhor nasceu, resgatando o que havia sido esquecido, mas com cuidadosa lembrança dos motivos, dos reais motivos que me transformaram.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Meus amigos,

Trabalho feito. A Editora acaba de me entregar alguns exemplares...portanto o livro está no mercado.

Acredito que no passado, não cuidei muito do que escrevi. Publiquei e deixei que o mercado indicasse à Editora a demanda necessária para atender os leitores.

Desta vez decidi fazer diferente. O trabalho de divulgação da Editora é dela, e tem o profissionalismo na medida certa.

O meu trabalho será diferente, terei o zelo de mostrar a obra e indicá-la da melhor forma possível para que chegue ao número necessário de pessoas que possam usufruir do que alí está escrito, para que as mensagens não se percam, para que nada tenha sido em vão.

Obrigado a todos.