terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Anjos da Guarda e o Andarilho...

Questionaram-me a respeito do Anjo da Guarda que surge no livro. Quando imagino-o remeto-me a imagem que vemos em centenas de cartazes há décadas: uma figura humana com asas protegendo duas crianças que brincam com uma bola à beira de um rio...Cada crença tem uma forma de interpretar a figura angelical.

Acredito serem eles seres especiais e destinados a nos acompanhar mas jamais destinados a interromper nossas decisões.

Se Deus criou o homem concedendo-lhe o livre arbítrio, para decidir o que deseja fazer, ao Anjo da Guarda não está destinado impedir esse ato consciente. Esse é o limite do poder dos Anjos, o livre arbítrio dos humanos.

Mas existe algo mais.

Tal qual a figura que descrevi no início, se as crianças correrem atrás da bola e num ato inconsciente  estiverem correndo o risco iminente de se acidentar no rio, o Anjo os salvará, se assim for desejo do Criador, este último elemento que se acrescido à "formula da função angelical" a torna perfeita no plano do Divino, basta lembramos de Jó, na Bíblia.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O Perdão e a Misericórdia como fios condutores do "Andarilho ...

Há quem acredite que a dor é um caminho para a melhora do indivíduo. No "Andarilho... professo a ideia do  Perdão Humano  e da Misericórdia Divina como fio condutor para aqueles que se perderam em suas falhas no curso dessa existência.

Não fomos esquecidos e nossos erros e o tempo não apaga de nossa memória o que fizemos nem o que sofremos. Podemos ressignificar o que ocorreu para não sofremos tanto.

Se não fomos esquecidos, muito menos restamos abandonados. O Criador nos colocou as experiências diárias, aí é que entram os temas abordados isoladamente no "Andarilho..., para que possamos num gesto de humildade aproveitar a oportunidade dessa Misericórdia Divina e exercitarmos o Perdão e também pedirmos Perdão.

Ainda há tempo...todos os dias essa Misericórdia se apresenta...cabe a cada um de nós perceber e aproveitar.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Para evitar uma obra póstuma ...

Se Deus nos concedeu talentos, é porque nos atrevemos a nos comprometer com o Criador. "Eu posso", dissemos. "Então vos concedo", Ele disse.

Em 2010 tive um acidente de trabalho e me afastei por 6 (seis) meses do trabalho. Pensei que nada poderia voltar ao que era. Acertei.

Ao mesmo tempo em que sabia que tudo jamais voltaria ao estado em que se encontrava antes do meu afastamento, também me propus a resgatar o que deixei para trás, sob pena de perder tudo o que eu compreendia como sendo o meu eu.

Seria mais fácil desistir, mas encontrei no caminho amigos, que deixo de nominar pois o espírito dessas pessoas transcende ao seu nome, ultrapassam seu corpo físico e se tornam moral entre as criaturas, um conceito devastado pela falsa civilização que construímos.

O livro "O Andarilho do Espelho" é um resgate de uma parte minha que ficou dormitando em 1991, mas não ficou obsoleta. Cresceu comigo e com meus filhos.

Hoje creio que a transformação virá. Vaticino diariamente que embora algo tenha morrido e 2010, algo muito melhor nasceu, resgatando o que havia sido esquecido, mas com cuidadosa lembrança dos motivos, dos reais motivos que me transformaram.